Muitas vezes o problema de um texto é o excesso. Palavras que sobram, que não dizem nada, repetições desnecessárias.
Algumas pessoas pensam que o trabalho de um revisor se restringe a colocar ou retirar uma vírgula, a acertar a concordância ou a regência, a corrigir a ortografia ou o erro de digitação. É tudo isso sim, e muito mais.
Somos espécies de faxineiros da escrita alheia: limpando uma sujeirinha aqui, recolhendo uma sobra ali.
Boa parte do trabalho de revisão é justamente eliminar os excessos, as prolixidades.
Prolixo é um termo que vem do Latim (prolixus) e significa extenso, longo. O adjetivo é atribuído a pessoas que falam ou escrevem usando palavras em demasia, com dificuldade de síntese.
Nesse caso, o problema não é exatamente o tamanho do texto e sim a falta de clareza que a escrita prolixa causa.
O uso dos termos desnecessários funciona como ruídos da comunicação, impedem que a mensagem seja plenamente compreendida.
A prolixidade do texto pode ser causada pela dificuldade de coesão textual. Algumas pessoas quase não usam recursos que a língua nos dá para evitar repetições, como os pronomes relativos.
Então, durante a revisão, aparamos arestas para que o texto não só fique correto, mas também harmônico, gostoso de ler.
Para evitar a prolixidade, escolha a simplicidade.
- “Eu quero de te ensinar como fazer isso” ao invés de “eu quero ensinar como é que você deve fazer isso” ou “eu quero ensinar a forma pela qual deve fazer isso”.
- “Faça isso para conseguir alcançar seus objetivos” ao invés de “Faça isso para que você possa conseguir alcançar seus objetivos”.
Em suma, ao escrever, o menos comunica mais.





